domingo, 1 de setembro de 2013

Hail to the King - Avenged Sevenfold: Rosquenrrou pesado (mas não tão original)

Perdoem-me se essa não é a capa real do disco mas na interwebs tem duas capas 
com tipologias diferentes e eu não to com saco de procurar qual a real.

Luiz Fernando - Ouviu o novo CD do Avenged?
EU - Não. Eles lançaram coisa nova? Eu nem sabia. Sabe o nome?
Luiz Fernando - *link do album* Vai na fé.

E eu fui...




O disco, já em sua primeira faixa, te diz que é mais do mesmo. Não vemos em nenhum momento tentativas de fugir do que a banda vem construindo a alguns anos ou até mesmo de inovar criativamente dentro disso. Pelo contrario. Esse se trata, ao meu ver, de um disco inseguro. Parece que nesse primeiro disco cuja as linhas percussivas não foram criadas pelo finado The Rev, decidiram não se arriscar com nada muito mirabolante e fazer o básico. E o disco já te diz isso com a faixa de abertura.

Uma das qualidades inegáveis da banda, que é o que me faz parar pra ouvi-la aliás, é o talento que eles tem para melodias. Mesmo que você não saiba a letra, vai se pegar cantarolando (ou até mesmo se esgoelando) qualquer uma das musicas do disco após 30 segundos. Os refrões estão tão grudentos quanto os dos discos anteriores e é bem capaz de você ficar com uma das musicas ou várias delas na cabeça por horas e horas após ouvir, muito disso se devendo aos riffs e solos de Synister Gates (ou do pai dele, sei lá... é o que estão falando por aí).

A voz de M. Shadows merece um destaque a parte pois o trabalho feito nela ficou realmente sensacional. O timbre do cara tá muito bom e a produção do compacto está de parabéns.

O novo baterista não parece ter tido espaço pra fazer muita coisa. Pelo menos eu não consegui identificar nenhum lampejo de genialidade em nenhum dos grooves e isso me entristeceu bastante. Não que eu esperasse algo puta-fodástico do nivel do Planet X, mas ainda sim esperava que nessa nova fase, eles tentassem algo diferente. E eu ainda espero por isso no próximo registro.

MUSICAS DE DESTAQUE

Hail to the King - com um riff pegajoso e refrão incrivelmente fácil de se lembrar, foi uma ótima escolha como faixa título. Por vários motivos, me lembra Manowar (se descobrirem o principal, ganham um doce).

Doing Time - a risada alá Mr. Catra no inicio da musica é impagável e só por isso ela já mereceria a menção, mas acaba que a musica é um "rosquenrou" maneiro.

This Means War - só vou dizer que é um pouquinho parecida com a Sad But True do Merdallica Metallica. Só um pouquinho. Recomendo comparar :p eu gosto mais dessa

Coming Home - só pelo fato deles fazerem algo descaradamente na vibe do Iron Maiden (letra, melodia, e PRINCIPALMENTE voz) mereceu essa menção

Planets - musica pra bangear. O refrão é muito bom e o solo é mó legal também. Dessa eu gostei de verdade.

Acid Rain - eu realmente tinha saudades desse tipo de balada que o A7X costuma fazer. De longe, minha preferida do disco por conta do arranjo impecável.

Não chega nem perto de ser um clássico do gênero e afirmo com certeza que não chega próximo nem dos clássicos da banda, mas é aquele disco que você, roqueiro revoltado tr00, que gosta de fazer uma social com os brothers não tão roqueiros e não tão revoltados, ou até mesmo curte as reuniões da sua família que não é lá muito fã do seu gosto musical, pode levar pra um churras ou festinha de criança tranquilo porque ninguém vai se incomodar de ouvir.
Já se encontra o disco na integra no Grooveshark, no Youtube e provavelmente pra download em uma porrada de lugares. Na boa, priorizem o streaming.
Bem produzido, ainda sim não é o divisor de águas que os fãs esperam. Como eu disse ao meu amigo Maromboy Luiz, é um disco pelo qual eu não pagaria mais de 15 mangos (o que não deve ser nem metade do valor do album em terras tupiniquins).